Se pudéssemos definir a economia de mercado em dois conceitos chaves, eles seriam os seguintes:
A mão invisível, onde os atos de interesse próprio, em massa, serão benéficos para a sociedade ;
O crescimento econômico não é um jogo de soma zero, onde para cada vencedor há um perdedor.

Quando falamos em criar riqueza e produção, pensamos na especialização daquilo que somos melhores. Entretanto, se aquilo em que sou melhor, existem diversos outros muito melhores, porém há algo que eu seja apenas bom, mas muito melhor que todo o resto?

Pense em dois país por exemplo, Brasil e Argentina. Ambos comercializam vinho e carne entre si, e por sinal, ambos são melhores na produção de vinho do que carna. Entretanto a Argentina é muito mais eficiente do que o Brasil na produção deste dois bens, podendo produzir ambos de forma melhor e mais barata.
A Argentina tem o que os economistas chamam de vantagem absoluta na produção de ambos os tipos de bens. Em face disso, a regra da divisão do trabalho – de que se deve especializar naquilo em que é bom – não parece fornecer uma solução. Você pode supor que há pouca coisa que o Brasil possa fazer para competir, e deve se resignar a perder lentamente sua riqueza. Ou não.
A Argentina mesmo possuindo vantagem absoluta, ainda tem mais facilidade da produção de um determinado bem específico, o vinho. Abrindo uma brecha para o Brasil se especializar em carnes, mesmo que ele não seja mais eficiente que a Argentina nesse bem, afinal recursos são escassos e a Argentina não consegue produzir tudo. Ou até mesmo o Brasil poderia a vir se especializar em subsídio para a produção de vinhos e carnes na Argentina, auxiliando na maior produção da Argentina desse bens, tornando maior a oferta de bens com melhor qualidade.

O pai da vantagem comparativa, o economista David Ricardo, usou um exemplo parecido em seu livro inovador de 1817, Sobre os princípios da economia política e da tributação. Parece ilógico a princípio porque estamos acostumados com a ideia de que só pode haver vencedores e perdedores quando as pessoas estão competindo umas com as outras. No entanto, a lei da vantagem comparativa mostra que quando os países negociam uns com os outros, isso pode levar a um resultado ganha-ganha.

Existem muitas críticas a este conceito. Entretanto, por mais simplista que ele possa parecer ela ainda é uma das ideias mais importantes e fundamentais na economia, isso pois ela da base ao comércio mundial e globalização.

Um grande abraço a todos e até o próximo vídeo!
Gabi

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