Economia/Finanças

Como Investir Para Se Proteger Da Inflação!

Como investir para se proteger da Inflação?

Primeiro vamos entender o que é inflação.
A inflação é o aumento de preços generalizado em uma economia, sendo medida aqui no Brasil pelo IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo (indicador oficial, existem outros também).
Entenda que o IPCA é um indicador ponderado sobre uma “realidade específica” pré determinada. Ou seja, ele leva em consideração determinados itens, em determinadas proporções. Na realidade, a inflação atinge a cada um de nós de formas diferentes, muitas vezes não sendo bem representada pelo IPCA
Vamos entender um pouco mais a fundo!

O IPCA é calculado mês a mês, através de uma pesquisa de preços levantada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ela é realizada em estabelecimentos comerciais, domicílios, com prestadores de serviços e concessionárias de serviços públicos.
O período de coleta do IPCA ocorre entre o 1º e o 30º (ou 31º) dia de cada mês. O objetivo é identificar, por meio do levantamento, os preços cobrados efetivamente ao consumidor, em pagamentos à vista. Este índice é calculado com base em uma cesta com cerca de 350 itens
O IPCA reflete o custo de vida para famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos residentes em nove regiões metropolitanas: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além dos municípios de Goiânia e Brasília. Em outras palavras, ele reflete o custo de vida da população nessas regiões.
No cálculo, cada uma delas têm o seguinte peso:
São Paulo 30,67%
Rio de Janeiro 12,06%
Belo Horizonte 10,86%
Porto Alegre 8,40%
Curitiba 7,79%
Salvador 7,35%
Recife 5,05%
Belém 4,65%
Goiânia 3,59%
Fortaleza 3,49%
Brasília 2,80%
Vitória 1,78%
Campo Grande 1,51%

Peso de cada região sobre o cálculo do IPCA – Fonte: IBGE

Os preços obtidos na pesquisa retratam pagamentos à vista nas seguintes categorias: alimentação e bebidas, artigos de residência, comunicação, despesas pessoais, educação, habitação, saúde e cuidados pessoais, transportes e vestuário.
Segundo o IBGE, esta é a Ponderação das Despesas que definem o IPCA:
Tipo de Gasto | Peso
Alimentação 25,21%
Transportes e Comunicação 18,77%
Despesas Pessoais 15,68%
Vestuário 12,49%
Habitação 10,91%
Saúde e Cuidados Pessoais 8,85%
Artigos de Residência 8,09%

Peso de cada setor sobre o cálculo do IPCA – Fonte: IBGE

Investimentos atrelados ao IPCA
Existem diversas formas de investir e se proteger contra a inflação. Tudo vai depender da sua estratégia de investimentos e perfil de risco.
Sem risco: Tesouro IPCA+
Pouco Risco: CDB, LC, LCI e LCA atreladas ao IPCA
Médio Risco: Debentures e Fundos imobiliários
Alto risco: Fundos de investimento atreladas ao IPCA e Ações

Vale lembrar que a remuneração para se proteger contra a inflação em renda fixa é diferente da renda variável.
Na renda fixa temos a parcela do IPCA pós-fixada e de forma integral conforme o índice divulgado.
Já na renda variável, os ajustes em relação à inflação são indiretos. Empresas podem repassar custos aos seus produtos, gerando aumento na receita e possivelmente aumento nos lucros, isso claro de forma setorial. Imóveis que são parte de fundos de investimentos possuem contratos reajustados por indicadores (geralmente IGP-M).
A grande diferença é que na renda fixa você receberá o reajuste pelo IPCA, mesmo que ele não represente a inflação na sua realidade. Com a composição de uma carteira diversificada em renda variável, você pode chegar mais perto dessa proteção real.

Um grande abraço a todos e até o próximo vídeo!
Gabi

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