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Antifrágil | Como viver em um mundo que não compreendemos!

Antifrágil – Como viver em um mundo que não compreendemos

O que você entende como o contrário de fragilidade?

Por muito tempo, considerei a característica de robustez como um fator vital para a minha evolução como pessoa. Robustez é a característica dada aquilo que se mantém intacto após um choque, algo/alguém é robusto se sofrer algum impacto e não se modificar.

 Entretanto, o contrário do frágil não é o robusto. O contrário de algo que sofre de um choque e se quebra não é o que se mantém intacto,  mas sim o que se fortalece com isso.

Nassim Nicholas Taleb, um dos principais filósofos dos nossos tempos nos apresenta ao conceito Anti-Frágil, em seu livro de mesmo nome, onde genialmente traz esta definição exemplificada para diversas áreas da nossa vida, como para fatores econômicos e naturais (Sim, a mãe natureza é o maior exemplo de anti-fragilidade que possuímos)

O livro

O livro é uma espécie de continuação lógica para o livro de 2007 de Taleb, “O Cisne Negro”, e do seu livro anterior, “Fooled by Randomness”, cobrindo inovação, saúde, biologia, medicina, decisões de vida, política, política externa, planejamento urbano, guerra, finanças pessoais e sistemas econômicos.

Antifrágil é o passo além do robusto, pois se beneficia da adversidade, da incerteza e dos estressores, assim como os ossos e músculos humanos ficam mais fortes quando submetidos ao estresse e à tensão. Trazendo a mitologia, robustez é a fênix, a qual quando morta resurge igual, antifragilidade é a hidra, a qual quando possui uma cabeça cortada gera duas novas no lugar.

Veja o Livro AQUI!

A partir disso, Taleb argumenta sobre a importância do incerto e do caos em nossas vidas. Esses fatores são além de desejáveis, mas essências para a anti-fragilidade. A vida em si é anti-frágil, necessitando de irregularidades e estresse, por exemplo se vivermos continuamente em ambientes muito desinfetado, perderemos a capacidade de resistir à infecção. As vacinas introduzem um pouco do que é prejudicial para criar resistência às doenças. 

Taleb destaca que a antifragilidade não é definitiva, mas ela existe até certo ponto. Como um todo a antifragilidade possui um limite e sendo este violado, a fragilidade é inevitável. Um exemplo que contextualiza muito bem é a dos antibióticos: quando você possui um infecção e necessita de antibióticos, sabemos que a dose correta tem a capacidade da cura, porém você vai perceber que a dose errada pode não causar efeito e o continuo uso pode te tornar imune ao remédio.

Na verdade, não existe definição para o oposto de frágil, porém é a antifragilidade que mais se aproxima disso.

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