Títulos Públicos: Tudo o que você precisa saber!

Muito se fala sobre Títulos Públicos, mas as dúvidas não estão saciadas. A seguir está descrito TUDO o que você precisa saber sobre o assunto para começar a investir nele hoje mesmo.

O que são:

Os títulos públicos são papéis (ativos financeiros) emitidos pelo Tesouro Nacional, em outras palavras, pelo Governo Brasileiro.

Ao contrário de uma aplicação em CDB, na qual estamos emprestando dinheiro para um banco. Esses ativos representam uma forma de financiar a dívida pública do país, permitindo que investidores emprestem dinheiro ao Governo. Esse empréstimo gera um retorno ao investidor, o qual é o juros do investimento.

As aplicações em títulos públicos são muito acessíveis à população em geral, sendo possível realizar uma aplicação com menos de R$ 100,00. Esse valor possibilita adquirir uma franco do valor de um título, na qual a aplicação mínima é de 10% do valor do ativo.

Quem os emite:

Para uma compreensão básica, podemos dizer que é o próprio governo federal que os emite. Entretanto no Brasil o órgão responsável pela administração e planejamento da dívida mobiliária interna e pela emissão de títulos públicos é a Secretaria do Tesouro Nacional, a qual pertence ao Ministério da Fazenda e foi criada em 1986.

Onde os adquirir:

Os Títulos Públicos são adquiridos através do Tesouro Direto. Este é um programa de incentivo à investimentos criado em 2002. A partir de então, com a ampliação desses investimentos e o avanço da internet, existe a integração do Tesouro Direto com diversos Bancos e Corretoras de Valores, sendo assim possível adquirir esses ativos pelos sites dessas instituições.

Quais são:

Existem diversos Títulos disponíveis. Cada um com características diferentes.

TESOURO SELIC (Letra Financeira do Tesouro — LFT)

Este é um título pós-fixado e é o ativo mais conservador do Tesouro Nacional. Ela acompanha a taxa de juros básica da economia (SELIC) remunerando o investidor com o valor investido mais a variação dessa taxa.

Como é determinada a rentabilidade: baseada somente na SELIC.

O título paga ao investidor: no vencimento, só que é possível resgatar antes, sem perder a rentabilidade.

Indicado para: investidores iniciantes e/ou muito conservadores, quem está formando a sua reserva de emergência, alternativa mais lucrativa que a poupança.

TESOURO IPCA + (Nota do Tesouro Nacional — NTN-B Principal)

Título Público pós-fixado e corrigido pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA). O IPCA mede a inflação do país a partir dos preços praticados no mercado. O principal diferencial desse título é que, além da correção pela inflação, ele garante ao investidor a adição de um percentual previamente definido.

Como é determinada a rentabilidade: variação do IPCA (inflação) +  taxa de juros pré- determinada.

O título paga ao investidor: apenas no vencimento, o resgate antecipado pode acarretar perdas consideráveis para o investidor.

Indicado para: quem deseja se proteger das variações da inflação, garantindo um  juro real. Para investidores de médio e longo prazo. Investimentos para a Aposentadoria (todo valor investido não terá a perda do valor real).

TESOURO IPCA + JUROS SEMESTRAIS  (Nota do Tesouro Nacional — NTN-B)

Título semelhante ao NTN-B Principal, tendo como único diferencial o pagamento de juros semestrais, em vez de apenas no vencimento. Nesse caso, o investidor receberá os juros a cada semestre, sendo que, no vencimento do título, ele apenas obterá de volta o valor investido mais os juros do último semestre de investimento. Note que neste ativo os primeiros pagamentos dos juros semestrais sofrerão maior tributação, segundo a tabela regressiva do imposto de renda.

Como é determinada a rentabilidade: variação do IPCA (inflação)  + taxa de juros pré-determinada.

O título paga ao investidor: paga os juros a cada 6 meses e no vencimento todo o valor investido corrigido pela inflação.

Indicado para: quem já possui patrimônio formado e quer viver da renda dos juros semestrais.

TESOURO PREFIXADO (Letra do Tesouro Nacional — LTN)

Título pré-fixado em que o investidor sabe exatamente qual será a rentabilidade no vencimento. Assim, se o investidor mantiver o título até o vencimento, ele receberá o valor investido mais o percentual determinado no momento da compra.

Embora seja um título aparentemente seguro, o investimento em LTN envolve riscos. Estes riscos estão associados a variações na taxa de juros da economia em caso do investidor quiser resgatar o valor investido antes da data de vencimento.

Como é determinada a rentabilidade: taxa de juros baseada, entre outros fatores, pela SELIC e pela expectativa do mercado.

O título paga ao investidor: só no vencimento. Se o investidor precisar vender o título antecipadamente, é possível que tenha grandes perdas se a taxa de juros da economia subir. Porém, se a taxa de juros diminuir, é possível que o investidor obtenha rentabilidade superior na venda antecipada do que receberia se aguardasse o vencimento.

Indicado para: Investidores arrojados que querem especular. Qualquer perfil de investidor que esteja satisfeito com a taxa pré-fixada. Quem está acumulando recursos, e aposta na queda da SELIC.

TESOURO PREFIXADO COM JUROS SEMESTRAIS (Nota do Tesouro Nacional — NTN-F)

Título pré-fixado e semelhante a LTN, porém com o pagamento de juros semestrais. Este título sofre dos mesmos risco relativos à LTN.

É indicado para quem pretende obter uma rentabilidade conhecida a partir de um patrimônio acumulado, tal como faz alguém que investe em imóveis para obter aluguéis.

Como é determinada a rentabilidade: taxa de juros baseada, entre outros fatores, pela SELIC e pela expectativa do mercado.

O título paga ao investidor: paga os juros a cada 6 meses e no vencimento paga o valor investido.

Indicado para: quem quem já possui patrimônio formado e quer viver de renda e aposta na redução da taxa de juros.

Pre-fixado vs Pós-fixado: 

Títulos Públicos são ativos de  “renda fixa”. O que quer dizer que a sua rentabilidade é definida segundo um critério pré-determinado, ou seja, a regra da sua rentabilidade é conhecida e  definida no momento da compra.

A rentabilidade dos títulos públicos pode ser pré-fixada ou pós-fixada.

Uma rentabilidade pré-fixada é uma rentabilidade já determinada no ato da compra do título. Por exemplo, um título pagando 10% ao ano é um título pré-fixado. Esses títulos são sugeridos para os investidores que desejam receber exatamente a taxa de juros pactuada ou para quem pretende especular, tendo a expectativa de que as taxas de juros da economia cairão.

Uma rentabilidade pós-fixado é uma rentabilidade determinada por um indexador. Este indexador é quem vai determinar o quanto o título vai render, e ele geralmente é a taxa SELIC (taxa básica de juros da economia) ou o IPCA (índice atrelado à inflação). Esses títulos são indicados aos investidores que desejam pretende manter o seu poder de compra do valor investido frente a inflação (IPCA) e as instabilidades na economia (SELIC).

Lembramos que para garantir a rentabilidade do título, o investidor deve permanecer com o ativo durante todo o prazo determinado até o vencimento. Caso contrário, há a possibilidade de haver oscilação no preço do ativos, tanto para mais quanto para menos. Muito investidores utilizam dessas oscilações do mercado para maximizar suas rentabilidades, aproveitando oportunidades na economia.

Quais os Riscos:

Possuíamos a ideia da poupança como o investimento mais segura, mas isso não poderia estar mais errado. A poupança estará tão segura quanto ao banco que ela está aplicada estiver sólido, ou seja, sem chances de falir.

Por mais que a probabilidade dos grandes bancos virem a falir seja muito baixa, ela ainda existe. Mas sabe o que é muito menos provável do que esses bancos falirem? O país falir! Sim, os títulos públicos possuem risco sobreano, ou seja, eles possuem o risco igual ao do nosso país vir a falir. Os títulos públicos são os ativos financeiros com menor risco dentro de um país. No Brasil são 100% garantidos pelo Tesouro Nacional. Em suma, se um país vier a quebrar, os grandes bancos privados já teriam quebrado primeiro e o sistema financeiro estaria em colapso.

Tributação nos investimentos:

Todo investimento em títulos públicos é tributado. Entretanto esses valores são deduzidos apenas do lucro gerado pela aplicação e somente no momento de resgate do investimento.

Todas as aplicação são tributadas de forma regressiva, ou seja, quanto mais tempo o dinheiro permanecer aplicado, menor será o imposto cobrado.

Atualmente a regra geral é:

Prazo da Aplicação %IR dobre o rendimento
até 180 dias 22,5%
de 181 a 360 dias 20%
de 361 a 720 dias 17,5%
acima de 721 dias 15%

 

Compras programadas de títulos públicos:

Assim como muitas pessoas realizam aplicações programadas na caderneta de Poupança, existe essa possibilidade também no Tesouro Direto. O investimento programado funciona para compras periódicas, para reinvestimento dos títulos no vencimento e também para reinvestimento dos juros semestrais pagos pelos títulos, quando for o caso.

Como investir:

PASSO A PASSO:

1 – Primeiramente, você precisa ter CPF e conta corrente em uma instituição financeira.

2 – A partir daí, você deverá escolher uma instituição financeira, que pode ser um banco ou uma corretora, também chamada de agente de custódia, para intermediar suas transações com o Tesouro Direto. No botão apresentado no final desta página, você encontra a lista de todas as instituições habilitadas a operar com títulos públicos federais. Também são apresentadas as taxas de administração cobradas por elas.

3 – Entre em contato com a instituição financeira escolhida e solicite seu cadastramento. Você deverá fornecer a documentação necessária para que essa instituição abra uma conta em seu nome para operar com o Tesouro Direto.

4 – A partir disso, você receberá uma senha provisória da BM&FBovespa para o primeiro acesso à área restrita do Tesouro Direto, em que são realizadas as operações de compra e venda, assim como consultas a saldos e extratos.

5 – Troque a senha provisória por uma nova que deverá conter entre 8 e 16 dígitos, composta por letras, números e caracteres especiais. Pronto! Você já será investidor habilitado e poderá começar a investir.

6 – Agora, você precisa descobrir qual título é mais adequado para alcançar o seu objetivo financeiro. Para ajudá-lo nessa escolha, utilize a ferramenta Orientador Financeiro oferecida tanto no site do Tesouro Direto quanto na área restrita ao investidor. Definido o título adequado, basta efetuar a sua compra.

Fácil, agora é só esperar o Tesouro Confirmar a sua

Por onde Investir:

Você pode investir acessando de 3 formas:

· Através do site do Tesouro Direto: com a sua senha, você acessa a área restrita do site e realiza a compra, a venda, a programação de investimentos, a consulta de extrato, dentre outras transações;

· Através do site da sua Instituição Financeira: algumas instituições habilitadas integraram seus sites ao do Tesouro Direto, tornando-se um agente integrado. Isso significa que você pode comprar e vender títulos públicos no site da própria instituição financeira, a qualquer momento, com os mesmos preços e taxas do site do Tesouro Direto.

· Por meio de sua Instituição Financeira: você autoriza sua instituição financeira a negociar títulos públicos em seu nome. Procure saber se a instituição que você escolheu oferece essa funcionalidade.

Site oficial do Tesouro: http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro-direto

 

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