O Princípio 80/20

O enunciado responde por si mesmo: 80% dos resultados são originados de 20% dos esforços. Em outras palavras, a maioria dos resultados são gerados pela minoria dos esforços. As relações entre causas e consequências não são lineares, muito menos equilibradas.

Pense um instante. Seus dias de trabalho possuem sempre a mesma produtividade? Todas as suas ações são igualmente importantes? Todos os dias da sua vida são igualmente responsáveis por quem você é hoje?

Todas as coisas não possuem a mesma importância e não gerarão resultados da mesma relevância. A verdade é que maioria das coisas que fazemos possuem uma falsa importância e apenas poucas são verdadeiramente significantes.

Claro, por mais que a relação gire em torno desses números, eles não são deterministas. Mais do que dizer que exatamente 20% das causas são importantes, entenda que há um desequilíbrio.

Dois terços das conversas usam só 700 palavras e apenas 1,3% dos filmes são responsáveis por 80% da receita da indústria cinematográfica.

Então não interessa se a relação é 80/20, 75/10 ou 80/1, o ponto principal é que raramente ela será linear, ou seja 50/50.

Então, se ela não é linear, por que tomamos muitas de nossas decisões como se fosse?

Essa é uma pergunta que guia toda a reflexão sobre o assunto. Infelizmente, assim como o comportamento humano, ela não é fácil de ser respondida. Capar compreender, é necessário dar um passo para trás e enxergar a importância de cada pensamento, de cada escolha e de cada ação que tomamos.

Isso pois se das as causas possuem pesos diferentes para definir quem somos e quem nos tornaremos, então elas devem ser tratadas como tal. Conferir importância para o que não possui uma consequência relevante é a maneira mais efetiva de permanecer estagnado na vida, ou seja, de não chegar a lugar algum e não ter resultados em nada.

Em “O Princípio 80/20: os segredos para conseguir mais com menos nos negócios e na vida”, Koch nos ajuda a identificar quais são os 20% essenciais que vão criar os resultados significativos para você obter mais de seu negócio e de sua própria vida, utilizando menos tempo, dinheiro, recursos e energia, e conseguindo muito mais.

Sua origem

Vilfredo Pareto foi um sociólogo e economista italiano que viveu no século XIX. Quando estudava sobre a distribuição de renda na Inglaterra, ele percebeu que 80% da riqueza estava sob posse de 20% das pessoas. O que por si só, não chega a ser espantoso. No entanto, os números intrigaram Pareto por dois motivos:

1. Era um padrão que se repetia em outros tempos e em outros países.

2. Havia uma proporção: 10% da riqueza estava com 65% das pessoas e 5% com 50% delas. Ou seja, o desequilíbrio se mantinha e ficava mais evidente quanto mais seleto fosse o grupo de referência.

Infelizmente Pareto não foi capaz de justificar sua teoria e logo caiu no esquecimento. Apos a Segunda Guerra Mundial, dois homens, trabalhando independentes um do outro, resgataram as ideias originadas por Pareto.

Zipf, um filólogo especializado em estatística populacional, foi o primeiro. Ele verificou os mesmos padrões percebidos por Pareto e trouxe essa ideia para o campo do trabalho. Ele percebeu que pouco do que se faz realmente traz resultados e, portanto, deve-se limitar onde o esforço é aplicado. O filósofo denominou essa descoberta como O Princípio do Menor Esforço.

Juran, um engenheiro romeno naturalizado americano, foi o segundo. Assim como Zipf, ele aplicou o principio de Pareto em outra área. Ele criou O Princípio dos Poucos Vitais, o qual defendia que 20% dos defeitos são responsáveis por 80% das perdas de qualidade. Suas ideias não vingaram nos inicialmente, apenas após muito trabalho no Japão conseguiu destaque pelas industrias americanas. Neste momento que o principio 80/20 ganhou atenção no mundo dos negócios.

Pense 80/20

Este conceito pode ser amplamente expandido. Desde a utilização em negócios à administração de grandes empresas. Entretanto o mais incrível dele é sua utilização no dia-a-dia de nossas vidas.

Criar um pensamento 80/20 nos ajuda a organizar nossa vida em torno do que mais é importante para conquistar o que queremos. Ter esse pensamento facilita ajustarmos o nosso foco para as coisas mais importantes.

Todo o processo começa por você admitir que há um desequilíbrio entre causa/efeito e procurar pelos pontos-chave de maior importância para o resultado que você deseja. Se você pudesse agir sobre uma única coisa para ter o resultado que almeja, o que seria?

Cuidado: Não restringir toda a sua busca por essa relação. Lembre-se: não existe linearidade entre causa/efeito.

Em outras palavras, não basta dizer que 20% das causas são importantes, como se o resto não fosse. Não há uma barreira entre o que é importante e o que não é. Se fosse possível listar todas as causas em ordem de relevância para os efeitos, poderíamos perceber que o grau de importância iria crescer progressivamente. Ou seja, 20% são mais importantes, mas dentro deles há outros 20% que são mais importantes, e assim por diante.

Cuidado maior ainda: Duvide sempre de suas conclusões e evite pensar que algo só é como é por causa de um único fator. Tenha a humildade de aceitar que muitas vezes podemos estar errados em conclusões e saiba que muitas vezes o que consideramos “desnecessários” se mostram de grande importância.

Liberte-se

O Princípio 80/20 além da aplicação na vida profissional, leva a reflexões também em qualquer outro aspecto da vida. Sua utilização pode evidenciar as decisões que você deve tomar para conseguir trabalhar menos, receber mais, se divertir e viver com mais prazeres.

Para conquistar a liberdade em sua vida, você deve primeiro alcançar a liberdade em seus pensamentos. Todo mundo pode alcançar algo significativo. No entanto, a chave não é o esforço, e sim descobrir qual a conquista mais importante.

 

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