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Sapiens – Uma breve história da humanidade

O que diferenciou nossos ancestrais dos seus semelhantes?

Como conseguimos reinar na cadeia animal?

O que fez nos transformarmos no que somos agora?

Pensamos na evolução humana como linear, entretanto, como quase nada no universo, ela não foi assim.

Nosso desenvolvimento como espécie foi dado por diversos géneros coexistindo ao mesmo tempo, evoluindo e se adaptando conforme as necessidades de suas eras. No livro Sapiens, Yuval Noah Harari conta esses processo de evolução humana passando pelo desenvolvimento da comunicação, revolução cognitiva, revolução agrícola e revolução científica, finalizando com um questionamento sobre o futuro da humanidade, para onde essas revoluções levarão o homem e o que nos tornaremos.

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Características evolutivas

Quando verificamos a história podemos perceber algum pontos chave para o processo de evolução.

A nossa capacidade de permanecermos sobre duas patas (em pé) foi um dos primeiros diferenciais. Essa habilidade permitiu membros da espécie Homo genus a habilidade de enxergar mais longe do que as outras espécies, conferindo a eles uma melhor chance de observar presas ou perigos potenciais. Andar ereto também significava que as mãos humanas estavam disponíveis para outras tarefas, dando aos seres humanos grande versatilidade que as outras espécies não tinham.

Ao longo da evolução fomos atribuídos com cérebros maiores do que a maioria dos outros animais. Para ilustrar, o mamífero médio de 60kg tem um cérebro de 200 centímetros cúbicos. O Sapiens, por outro lado, tem um cérebro de 1200 a 1400 centímetros cúbicos, que deu a ele um incrível poder cognitivo.

Entretanto, essa característica não é totalmente benéfica. O cérebro é o órgão que mais consome energia para trabalhar, logo quanto maior o cérebro de uma espécie for, mas custoso ele será para os seus indivíduos. O cérebro das espécies humanas gasta por volta de 25% da energia total do corpo, isso quando o corpo está em repouso, comparando com os outros símios que gastam por volta de 8%. Isso resulta em menor desenvolvimento em outras áreas, agora você pode começar a entender porque os seres humanos não são tão fortes fisicamente comparados às outras espécies.

A revolução Cognitiva e o poder da comunicação humana

A capacidade de desenvolver linguagens e nos comunicarmos em grupos – trocarmos informações que outros animais não poderiam entender – começaram a surgir no mesmo período em que começamos a subir no reino animal, por volta de 70.000 anos atrás. Essa era foi chamada de Revolução Cognitiva.

O fator crucial foi nos comunicarmos de forma que não fosse compartilhada por outros animais. Afinal, não bastava conseguir se comunicar através de gestos, barulhos e outras ações. Por mais que esses atos sejam eficazes, eles deixa aberto para outros animais também entenderem. poder da linguagem humana, por outro lado, está em sua complexidade. Os humanos podem usar sua linguagem para comunicar informações específicas, como a localização exata de um predador, a melhor hora para encontrar comida, os perigos de se viajar sozinho em uma área e assim por diante.

Também nos diferenciamos pela capacidade de discutirmos sobre conceitos abstratos e sobre outros membros da sociedade. Somos, por natureza, criaturas sociais e precisamos da comunicação e da sociedade para prosperar. Essa capacidade de comunicação trouxe o senso de comunidade ao nossos ancestrais.

A Revolução da Agricultura

Evoluímos basicamente como coletores e caçadores. Caçávamos rebanhos de animais e colhíamos e vegetação comestível à medida que eram encontrados, comendo o que precisavam e juntando ou deixando o resto.

Não se sabe exatamente a razão de uma mudança, mas há 10.000 anos a Revolução agrícola começou. Nesse período começamos a semear plantas comestíveis e a domesticar os animais, o que os levou ao estilo de vida do agricultor.

Essa foi uma mudança perigosa para os seres humanos em geral, alterando completamente sua vida diária e incorporando mais trabalho e stress. Começamos a desenvolver sociedades e hierarquias, colocando os líderes tomadores de decisão no topo e os trabalhadores na base.

O desenvolvimento da agricultura ajudou os humanos a prosperarem e levou a uma maior organização e a uma preocupação com o futuro, mas também promoveu o comportamento ganancioso e territorialista. Além disso, o boom populacional foi tão grande que a humanidade não podia voltar a seus hábitos antigos mesmo que quisesse. Não havia mais como voltar atrás.

O desenvolvimento das sociedades resultou na primeira escrita. Um conjunto de símbolos significativos de forma a armazenar e transferir informações.

A Revolução Científica

Há apenas 500 anos que foi iniciada a mudança mais radical na maneira de viver e trabalhar dos seres humanos. Incríveis avanços nas áreas de tecnologia, poderio militar, inovação e descobertas, têm levado a uma nova maneira de promover as descobertas. Esses fatores levaram ao advento da Revolução Científica.

O pensamento científico, ou melhor dizendo, a vontade da comunidade científica de admitir a ignorância, gerou grande parte desse progresso. Cientistas assim passaram a procurar por explicações, pelas verdades sobre os fatos, e deixaram de construir ideias baseadas em suposições e premissas que poderiam estar erradas.

Difícil definir se essas mudanças forma para melhor ou para pior. Graças ao progresso científico, atualmente existe no mundo armamento suficiente para erradicar a humanidade. No entanto, a ciência moderna também nos deu o poder de alimentar os pobres, fornecer ajuda para quem precisa, responder a crises globais rapidamente e direcionar a indústria a trabalhar de forma mais eficientes.

O futuro da humanidade

As maiores conquistas da humanidade não resultaram apenas da sua capacidade de superar outros seres vivos, mas também da sua habilidade de auto-superação.

Seu futuro poderá continuar nesse progresso natural, até encontrar o sue limite. Assim podendo alterar em direções distintas.

Sabemos a capacidade de desenvolvimento de soluções mecânicas e tecnológicas. Já é utilizado tecnologias que ajudam a prolongar ou melhorar a vida, como os marca-passos, os aparelhos auditivos, e até mesmo braços mecânicos. Futuramente essas inovações poderão se desenvolver ao ponto de corrigir defeitos naturais e e reestruturar problemas biológicos.

Avanços na inteligência artificial crescem rapidamente. Em 2005 foi iniciado um projeto revolucionário que recriou o cérebro humano dentro de um computador. Utilizando circuitos e metais ao invés de redes neurais e gorduras, os seres humanos tornaram-se capazes de explorar o inorgânico.

Com certeza os avanços mais interessantes estão na biologia. A bioengenharia permitiu grandes proezas da personalização genética. Mudanças de sexo, partes humanas desenvolvidas em laboratório e muitas outras questões já são normais no mundo. Entretanto, são as possibilidades de combinações genéticas que podem alcançar grandes feitos e que estimulam os questionamentos mais diversos.

E se existisse uma modificação genética que deixasse uma pessoa mais forte ou mais inteligente?

E se dois seres humanos com essas modificações tivessem filhos?

O bebê seria mais forte e mais inteligente também, mas não seria mais resultado da evolução natural do homem.

No futuro, a bioengenharia poderia nos dar o poder não só para observarmos os próximos passos da evolução humana, mas também para projetá-la e criá-la.

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